Na profundez do espírito há quem oiça...
Nada! E o som corrói as paredes...
Quero ouvir-te e não consigo
Há uma névoa sonora à minha volta
De um ruído ensurdecedor
De tão silencioso e incompreensível.
Não há quem entenda tamanha dor!
Não há revolta que subsista!
Neste mundo, o forte que persista
E a sua fraqueza seja sua força!
segunda-feira, 30 de março de 2009
domingo, 29 de março de 2009
“ - Emoções?? Que é isso?”
A sociedade humana por vezes cansa-me !!Ou diria a estupidez humana!
Tanto se fala de inteligência emocional, ainda bem que se fala, porque há muita falta dela! Entendo o porquê de tanto tempo o termo ter sido desconhecido. Só se falava da inteligência intelectual. Tanta importância lhe foi dada, que o homem tem evoluído, evoluído, mas apenas nesse campo. No que toca a inteligência emocional há muitos que a têm a ZERO !!
E depois temos políticos com baixo QE (quociente emocional) a querer governar, a estipular leis de aborto, de eutanásia, leis penais, com QE de…vai-se lá saber quanto !!
E temos médicos brilhantes a querer ensinar outros futuros médicos a lei da vida, ou da sobrevivência, porque a vida é muito mais do isso! Mas, baixos QE não entendem!
E temos advogados e juízes muito inteligentes (dirão os avaliadores) a julgar assassinos, violadores, raptores…mas pergunto, que sabem eles dos efeitos nefastos nas vítimas ou das emoções dos próprios réus? Dois, cinco, dez anos de prisão, chegam? Para quem? Para quê? É isso que fará com que a vítima saiba lidar com as emoções profundas e ambíguas que tem agora e as quais não consegue integrar saudavelmente na sua estrutura mental? É isso que fará o réu evoluir o seu QE de grau negativo, para, pelo menos Zero, o comum dos mortais? Então pergunto, estamos a fazer o quê?
E temos psicólogos e psiquiatras (sim, não escapam) a falar tanto de empatia – “é essencial ser empático”; “o doente tem de se sentir compreendido”; “temos de nos saber colocar no lugar do outro” e depois, vemos alguns fingirem essa empatia (os que ainda se dão ao trabalho), quando não entendem, nem sentem um pouco desse sofrimento e dessa complexidade que têm à sua frente. E então refugiam-se em teorias, em terapias estipuladas, em saber fazer o que outros tentaram e resultou. Muito bem, estamos a formar médicos da mente! QE = ZERO!!
Falamos de evolução, de teorias evolutivas do animal para o homem, da mente animal para a mente humana (que mantém as suas estruturas primitivas). Bem, na minha opinião, e vale o que vale, falamos da evolução de animais para máquinas! Já é um passo! Acho que mais depressa evoluíamos o Quociente Emocional dos animais, do que o dos Homens…!
Tanto se fala de inteligência emocional, ainda bem que se fala, porque há muita falta dela! Entendo o porquê de tanto tempo o termo ter sido desconhecido. Só se falava da inteligência intelectual. Tanta importância lhe foi dada, que o homem tem evoluído, evoluído, mas apenas nesse campo. No que toca a inteligência emocional há muitos que a têm a ZERO !!
E depois temos políticos com baixo QE (quociente emocional) a querer governar, a estipular leis de aborto, de eutanásia, leis penais, com QE de…vai-se lá saber quanto !!
E temos médicos brilhantes a querer ensinar outros futuros médicos a lei da vida, ou da sobrevivência, porque a vida é muito mais do isso! Mas, baixos QE não entendem!
E temos advogados e juízes muito inteligentes (dirão os avaliadores) a julgar assassinos, violadores, raptores…mas pergunto, que sabem eles dos efeitos nefastos nas vítimas ou das emoções dos próprios réus? Dois, cinco, dez anos de prisão, chegam? Para quem? Para quê? É isso que fará com que a vítima saiba lidar com as emoções profundas e ambíguas que tem agora e as quais não consegue integrar saudavelmente na sua estrutura mental? É isso que fará o réu evoluir o seu QE de grau negativo, para, pelo menos Zero, o comum dos mortais? Então pergunto, estamos a fazer o quê?
E temos psicólogos e psiquiatras (sim, não escapam) a falar tanto de empatia – “é essencial ser empático”; “o doente tem de se sentir compreendido”; “temos de nos saber colocar no lugar do outro” e depois, vemos alguns fingirem essa empatia (os que ainda se dão ao trabalho), quando não entendem, nem sentem um pouco desse sofrimento e dessa complexidade que têm à sua frente. E então refugiam-se em teorias, em terapias estipuladas, em saber fazer o que outros tentaram e resultou. Muito bem, estamos a formar médicos da mente! QE = ZERO!!
Falamos de evolução, de teorias evolutivas do animal para o homem, da mente animal para a mente humana (que mantém as suas estruturas primitivas). Bem, na minha opinião, e vale o que vale, falamos da evolução de animais para máquinas! Já é um passo! Acho que mais depressa evoluíamos o Quociente Emocional dos animais, do que o dos Homens…!
quarta-feira, 18 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
O que há em mim é sobretudo cansaço
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Sabe bem olhar de cima...e desejar voltar a baixo...

Sabe bem olhar de cima as escadas percorridas! E relembrar o desespero do olhar lá em baixo, quando elas se avistam imensas e infinitas. Esse desespero tornou-se a alegria de todo o alcance que a visão adquiriu, agora que o cimo lhe proporciona a visão de todos os ângulos, até à linha do infinito. É tão bela a paisagem que todo o sofrimento parece ter sido agradável e repleto de sentido!
As escadas foram difíceis de subir! Muitas vezes parava pelo cansaço mórbido do corpo e desejava que elas terminassem, quando pareciam ainda não ter fim… Chorava quando procurava ver a última escada e ela não aparecia no campo de visão, como se não existisse, ou estivesse, ainda, a léguas de distância! Pensei por vezes voltar para trás, seria mais fácil descê-las…mas nunca veria o cimo…
Olhando para cada degrau deixado para trás, pensando em cada gota de suor emanada, em cada lágrima deitada, o sabor da caminhada concretizada é o da mais deliciosa iguaria! Findo o cansaço, o esforço, a esperança, o desespero, a força, a vontade, a meta, a finalidade, o andar, o correr, o parar, o chorar, o tentar, o agarrar, o procurar, o desejar, o medo, a ansiedade, a confiança…resta o olhar…admirar e…a saudade…de sentir a vida como ela é no seu melhor!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
A inércia da mortalidade
É nesse templo mais escuro que se ouvem zumbidos obscuros
de uma lentidão sonora irritante...
Uma cave húmida, a cheirar a terra,
percorre os sentidos do ser que habita nela...
O sonho é estranho e feito de peças sobrepostas...
Sem sentido aparente à consciência humana.
Uma lágrima seca os olhos sem vida...
Brota de uma fonte onde o musgo vive ainda.
Passa devagar pela pedra fria e escorregadia
e perde-se pela sua superfície morta!
O silêncio instaura-se no cume mais alto,
onde se avista o céu mais de perto
e a lua parece estar ali ao lado...
É noite de repente...
Está frio!Não se ouvem cigarras, nem se veêm pirilampos...
Apenas o som do respirar, cada vez mais lento...
E o sentimento de solidão no ar...
Cai no chão...devagar...como se se deitasse no seu leito materno...
Deixa de se ouvir o silêncio...
O respirar...
Está escuro...
É noite...lá fora...
e dentro!
Morreu o ser!
de uma lentidão sonora irritante...
Uma cave húmida, a cheirar a terra,
percorre os sentidos do ser que habita nela...
O sonho é estranho e feito de peças sobrepostas...
Sem sentido aparente à consciência humana.
Uma lágrima seca os olhos sem vida...
Brota de uma fonte onde o musgo vive ainda.
Passa devagar pela pedra fria e escorregadia
e perde-se pela sua superfície morta!
O silêncio instaura-se no cume mais alto,
onde se avista o céu mais de perto
e a lua parece estar ali ao lado...
É noite de repente...
Está frio!Não se ouvem cigarras, nem se veêm pirilampos...
Apenas o som do respirar, cada vez mais lento...
E o sentimento de solidão no ar...
Cai no chão...devagar...como se se deitasse no seu leito materno...
Deixa de se ouvir o silêncio...
O respirar...
Está escuro...
É noite...lá fora...
e dentro!
Morreu o ser!
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Deserto
Não tenho minhas asas de veludo,
Para vislumbrar teu formoso rosto!
Meu pecado preso em corpo desnudo
Deixou de ti apenas o teu desgosto!
Reflectida na água turva do rio,
Uma lágrima se junta a estas gotas!
Tremendo, gélida, não sinto frio,
Apenas saudade de nossas bocas!
Olho para o céu…opaco e vazio!
A estrela cadente cai no deserto,
Procurando a paz no caminho certo…
Para vislumbrar teu formoso rosto!
Meu pecado preso em corpo desnudo
Deixou de ti apenas o teu desgosto!
Reflectida na água turva do rio,
Uma lágrima se junta a estas gotas!
Tremendo, gélida, não sinto frio,
Apenas saudade de nossas bocas!
Olho para o céu…opaco e vazio!
A estrela cadente cai no deserto,
Procurando a paz no caminho certo…
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