Devemos andar sempre bêbados.
É a única solução!
Para não sentires o tremendo fardo do tempo
que parte tuas espáduas e te verga sobre a terra,
deves embriagar-te sem cessar.
Com vinho, com poesia, ou com virtude.
A teu gosto, mas embriaga-te!
E se alguma vez,
sobre os degraus de um palácio,
sobre as verdes ervas de uma vala,
na sombria solidão do teu quarto,
tu acordares com a embriaguez minorada ou finda,
pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio,
a tudo o que gira, a tudo o que voa, a tudo o que canta, a tudo o que fala;
pergunta-lhes que horas são.
E o vento, a onda, a estrela, a ave, o relógio, responderão:
"São horas de te embriagares.
Para não seres como os escravos martirizados do tempo,
embriaga-te, embriaga-te sem descanso!
Com vinho, com poesia ou com virtude,
mas embriaga-te!"
(Charles Baudelaire)
P.S. Dedicado a quem acha que uma grande embriaguez é mais eficaz do que a ajuda de um psicólogo! lol
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
Não tenham medo de sofrer...
De serem sofredores até morrer...
Neste mundo, quem ama sofre...
Neste mundo, quem tinha razão foi queimado vivo...
Neste mundo, os justos são loucos...
Neste mundo, os heroís são mortos...
Neste mundo, os correctos são ouvidos quando se calam...
Neste mundo, os sofredores são grandes artistas..
Os incompreendidos são detentores da razão...
Os fortes sofrem porque vão contra todos...
Mas no final, serão os vencedores!
Não desistam, mesmo sofrendo!
De serem sofredores até morrer...
Neste mundo, quem ama sofre...
Neste mundo, quem tinha razão foi queimado vivo...
Neste mundo, os justos são loucos...
Neste mundo, os heroís são mortos...
Neste mundo, os correctos são ouvidos quando se calam...
Neste mundo, os sofredores são grandes artistas..
Os incompreendidos são detentores da razão...
Os fortes sofrem porque vão contra todos...
Mas no final, serão os vencedores!
Não desistam, mesmo sofrendo!
O direito...
Direito?
O que é um direito?
Alguém me sabe dizer?
Gostaria que alguém me soubesse explicar...
Porque vim de outro planeta e este planeta terra é muito estranho!!
Ouço falar que as pessoas lutam pelos seus direitos...
Então mas é preciso lutar por um direito?
O direito não é isso mesmo - direito...
No meu planeta lutamos pelo que queremos alcançar,
pelas nossas ambições.
Os direitos são adquiridos, porque pertencem a todos...
Não se luta por eles, já são deles!
Estranho o "direito" neste planeta!!
Se calhar andam todos equivocados...
O que é um direito?
Alguém me sabe dizer?
Gostaria que alguém me soubesse explicar...
Porque vim de outro planeta e este planeta terra é muito estranho!!
Ouço falar que as pessoas lutam pelos seus direitos...
Então mas é preciso lutar por um direito?
O direito não é isso mesmo - direito...
No meu planeta lutamos pelo que queremos alcançar,
pelas nossas ambições.
Os direitos são adquiridos, porque pertencem a todos...
Não se luta por eles, já são deles!
Estranho o "direito" neste planeta!!
Se calhar andam todos equivocados...
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Não sei dizer-te, porque me canso...
Não sei dizer-te o cansaço que me consome
E de que sede tenho,
de que fome...
Na tristeza inominável
que me detenho!
O dia repleto
de montanhas arduosas,
Me deixa no crepúsculo
singular,
Da cobertura de murchas rosas.
Deito-me!
Na imaginação da relva molhada.
Estou sossegada...
No canto da invisível fantasia.
Procuro dizer-te
Que o meu corpo não é mais este!
E que as palavras estão soltas
Na mente,
nas suas revoltas!
Vem deitar-te comigo...
Vamos descansar
E esperar,
Que o amanhã
seja tarde!
E de que sede tenho,
de que fome...
Na tristeza inominável
que me detenho!
O dia repleto
de montanhas arduosas,
Me deixa no crepúsculo
singular,
Da cobertura de murchas rosas.
Deito-me!
Na imaginação da relva molhada.
Estou sossegada...
No canto da invisível fantasia.
Procuro dizer-te
Que o meu corpo não é mais este!
E que as palavras estão soltas
Na mente,
nas suas revoltas!
Vem deitar-te comigo...
Vamos descansar
E esperar,
Que o amanhã
seja tarde!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Não sei o que sou, à parte de não ser
Aquilo que o mundo despejou!
Não sei, no silêncio, o que dizer
À parte das horas que consumou.
No revolver das águas lacrimais
Brilha a ponta da pele por onde passa,
Para dizer ao mundo de si e da escassa
dor que eles compreendem nos demais.
Que dizer ao vento, mudo, que sussurra
Palavras que não compreendo?
Para quê fazer ouvir o lamento
No eco vazio das rochas de uma gruta?
Aquilo que o mundo despejou!
Não sei, no silêncio, o que dizer
À parte das horas que consumou.
No revolver das águas lacrimais
Brilha a ponta da pele por onde passa,
Para dizer ao mundo de si e da escassa
dor que eles compreendem nos demais.
Que dizer ao vento, mudo, que sussurra
Palavras que não compreendo?
Para quê fazer ouvir o lamento
No eco vazio das rochas de uma gruta?
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