sábado, 20 de junho de 2009

Não tenham medo de sofrer...
De serem sofredores até morrer...
Neste mundo, quem ama sofre...
Neste mundo, quem tinha razão foi queimado vivo...
Neste mundo, os justos são loucos...
Neste mundo, os heroís são mortos...
Neste mundo, os correctos são ouvidos quando se calam...
Neste mundo, os sofredores são grandes artistas..
Os incompreendidos são detentores da razão...
Os fortes sofrem porque vão contra todos...
Mas no final, serão os vencedores!
Não desistam, mesmo sofrendo!

O direito...

Direito?
O que é um direito?
Alguém me sabe dizer?
Gostaria que alguém me soubesse explicar...
Porque vim de outro planeta e este planeta terra é muito estranho!!
Ouço falar que as pessoas lutam pelos seus direitos...
Então mas é preciso lutar por um direito?
O direito não é isso mesmo - direito...
No meu planeta lutamos pelo que queremos alcançar,
pelas nossas ambições.
Os direitos são adquiridos, porque pertencem a todos...
Não se luta por eles, já são deles!
Estranho o "direito" neste planeta!!
Se calhar andam todos equivocados...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Não sei dizer-te, porque me canso...

Não sei dizer-te o cansaço que me consome
E de que sede tenho,
de que fome...
Na tristeza inominável
que me detenho!

O dia repleto
de montanhas arduosas,
Me deixa no crepúsculo
singular,
Da cobertura de murchas rosas.

Deito-me!
Na imaginação da relva molhada.
Estou sossegada...
No canto da invisível fantasia.

Procuro dizer-te
Que o meu corpo não é mais este!
E que as palavras estão soltas
Na mente,
nas suas revoltas!

Vem deitar-te comigo...
Vamos descansar
E esperar,
Que o amanhã
seja tarde!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O brilho seca no olhar amargurado,
Como a água dos rios a evaporar,
Na exaustão do ar, neste dia pesado.

No silêncio, a noite parece calma...
E a dor rasga as entranhas da pele,
Com uma subtileza de óleo de palma.

Será a escuridão incógnita aterradora?
Ou será ela a mãe apaziguadora?

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Não sei o que sou, à parte de não ser
Aquilo que o mundo despejou!
Não sei, no silêncio, o que dizer
À parte das horas que consumou.

No revolver das águas lacrimais
Brilha a ponta da pele por onde passa,
Para dizer ao mundo de si e da escassa
dor que eles compreendem nos demais.

Que dizer ao vento, mudo, que sussurra
Palavras que não compreendo?
Para quê fazer ouvir o lamento
No eco vazio das rochas de uma gruta?

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A realidade...

Não há quem possua a visão correcta da realidade!
Todas as visões da realidade são igualmente verdadeiras!
As visões de cada ser têm todas igual valor!
Por isso, infelizmente, a minha, também é verdadeira...

Hoje e amanhã...o mesmo!

Saber?Não sei tão pouco o que saber!
Sei o que sinto ao acordar no escuro amanhecer
Onde o nevoeiro esconde tudo, daqueles que só olham
Mas não esconde de quem sente, sem precisar de ver!

O movimento continua! As rotas são sempre as mesmas!
Ninguém pára ao maior grito!Ninguém quer saber!
Se ao menos eu fosse alguém, para tornar alguém
Naquilo que ninguém é e toda a gente quer ser...
Alguém!!

Se ao menos o silêncio não matasse
E a indiferença não torturasse...
Se o dinheiro comprasse
A igualdade de direitos e a liberdade...
O mundo faria sentido por metade!
Se o amor não fosse mais do que ele,
Se não houvesse senão pedaços dele...
Faria sentido a existência,
E a sua continuidade...